O regime legal em questão consta do Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro e aposta num modelo de inclusão nas escolas dos alunos com necessidades especiais.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Reunião de Agrupamentos sobre o novo regime do aluno com necessidades especiais
Teve hoje lugar, na sede do Agrupamento de Alhadas, uma reunião de trabalho com professores e representantes de encarregados de educação destinada a preparar a aplicação do novo regime de apoio aos alunos com necessidades especiais. A nossa associação, por intermédio do seu representante, apresentou a dificuldade de na escola EB23 de Alhadas existirem barreiras arquitectónicas que impedem o acesso, nomeadamente, ao 1.º andar de pessoas com deficiências motoras. Desta queixa foi tomada nota e prometido que o assunto iria merecer atenção com vista à sua resolução.
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2 comentários:
O diploma referido apresenta-se "prenhe" de boas intenções preâmbulares. Contudo é lançado para a sociedade escolar (está já em vigor!) sem que esteja por ela conhecido, levantando muitas dúvidas. O diploma parte da ideia que o lugar de todos os alunos, incluíndo os com necessidades especiais é na mesma escola o que em abstracto parece bem, contudo nesse mesmo diploma é criado desde logo um regime especial para alunos com determinados tipos de deficiências (v. g.: surdos) por que, ao que parece, estes alunos apresentam melhor rendimento se tiverem como colegas outros com o mesmo problema!
Afinal que inclusão é esta?
Para uns é boa e para outros... não. Acredito que a ideia de no mesmo espaço escolar (o que não significa necessáriamente nas mesmas turmas!) haver lugar para todo o tipo de alunos está correcta, mas a forma como parece que isso vai ser feito terá, parece-me, graves defeitos "práticos":
1- Só os alunos com grandes deficiências serão verdadeiramente acompanhados, os outros serão "largados" no seio de turmas onde, em termos teóricos, terão apoio mas... na prática, veremos... se não são esquecidos, sendo prejudicados e prejudicando o avanço lectivo;
2- O apelo a equipas multidisciplinares (médicos, psicólogos, etc., etc.) parece bem no papel mas... onde é que eles estão ou de onde surgirão? Agora vemos que não há nada disso, mas se a nova lei diz que vai haver... ;
3- Por fim as condições das escolas... Terão a parafernália de meios humanos e materiais que este diploma implica? Na nossa até as "simples" barreiras arquitectónicas não estão resolvidas...
O legislador tem, claramente, fé.
O resto veremos se existe.
Artur Silva
è bom vir ao blog acompanhar o que se passa pelo escola.
Já foi colocada psicóloga na escola, embora colocada de forma precária, durante 6 ou 7 meses.
Mas é uma conquista importante.
Cristina Quadros
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